Estudantes de Medicina Aprendem Libras para Atender Pacientes com Surdez e de Fala

Estudantes de Medicina Aprendem Libras para Atender Pacientes com Surdez e de Fala

Disciplina é oferecida na grade curricular da FACERES.

Alunos aprendem temas específicos da área médica na língua de sinais (LIBRAS)

A formação de um médico consiste em cargas extras de estudo, aulas teóricas e práticas, além da dedicação integral ao conteúdo proporcionado pela faculdade. Mas, além do aprendizado dos diversos setores da medicina, é importante que o médico saiba se comunicar com os pacientes. Desde uma consulta até o acompanhamento de um tratamento, a comunicação é fundamental para que haja sucesso em cada caso.

Pensando nisso, a FACERES, incluiu na grade curricular do curso de medicina a disciplina de libras. Alunos do sétimo período têm a oportunidade de aprender a linguagem por meio de sinais. “O aprendizado de libras é uma forma de preparar o estudante para que esteja pronto para um atendimento com um paciente com deficiência auditiva e/ou de fala”, diz o professor da disciplina Thiago Vechiato Vasques.

A disciplina de libras pertence a grade curricular do curso de medicina da FACERES desde agosto de 2015. É uma das únicas faculdades da região de Rio Preto que tem como disciplina obrigatória para todos os alunos. “O curso de libras durante a graduação de medicina é um diferencial na instituição, visto que em outras graduações este curso é oferecido como disciplina optativa e, nem sempre os alunos conseguem ter acesso a ela, pois são oferecidas com carga horária muito reduzida e de forma não específica”, comenta o mantenedor da FACERES, Dr.Toufic Anbar Neto.

Na FACERES este curso tem 40 horas e proporciona aos alunos ferramentas de comunicação com a comunidade surda, por isso, trabalha além dos temas gerais, temas específicos como doenças, medicamentos, especialidades médicas e uma lista de frases de anamnese, que é o histórico de todos os sintomas narrados pelo paciente sobre determinado caso clínico.

As aulas são acompanhadas de um professor bilíngue e uma professora surda que auxilia nos processos comunicativos e orientação de acordo com costumes e culturas surdas.

Para a aluna do curso Anna Luísa Lorenzo Silva Ramos, o aprendizado é eficaz e de grande aproveitamento. “Com o conhecimento da linguagem de sinais, temos uma visão sobre a deficiência auditiva que nos permite uma melhor comunicação. Acho fundamental essa disciplina na grade curricular para ampliar nossas ferramentas de comunicabilidade com os pacientes”, diz.

O aprendizado em libras já causa efeitos em experiências práticas dos estudantes.  “Tivemos várias situações em que alunos do curso de medicina da FACERES foram chamados durante os estágios para ajudar em atendimentos a pessoas surdas em setores como otorrinolaringologia e em colhimento de sangue para exames”, comenta o professor Thiago.

O estudante da quarta turma do curso de medicina da FACERES, Victor Hugo Manzano começou a fazer as aulas no início deste ano. Para ele, o curso é um diferencial: “Com esta disciplina temos a oportunidade de ampliar nossa comunicação com todas as pessoas no geral, até mesmo em situações diárias. Tenho colegas que já precisaram se comunicar por libras em ponto de ônibus e, como sabiam a língua de sinais, não tiveram problemas”, conta o aluno.

Os cursos acadêmicos de medicina preparam profissionais para lidar com a saúde, mas, também com o ser humano. Ter a linguagem de sinais na grade curricular da faculdade é ter consciência da parcela da população que necessita da libras para se expressar.

A estudante Ana Cristhina Juvêncio Honoratto acredita que difundir a língua de sinais na educação é uma maneira de ampliar a preparação do aluno para estar apto a atender qualquer paciente no futuro. “Sempre achei fascinante esse mundo dos sinais e tinha curiosidade de entender como funciona. Por sorte, tive a oportunidade de conhecer essa linguagem na faculdade e, assim, expandir meu conhecimento e aprimorar as formas de comunicação com os pacientes”, diz a estudante. “O profissional que sabe a línguas dos sinais vai atender com mais efetividade, vai conseguir comunicar bem, passando seu conhecimento para o paciente surdo, que, consequentemente vai se sentir mais seguro”, completa o professor da disciplina.

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